Instituto de educação Gerontológica

O Instituto de Educação Gerontológica IMMA (IEG) é uma sociedade civil sem fins lucrativos, registrado sob o nº de ordem 197 675, no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas do Rio de Janeiro e publicado no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro em 14 de agosto de 2002, com CNPJ nº 05.266.073/0001-43, sediada na Rua Benjamim Constant, nº 329, Barreto, CEP: 24110-000, no Município de Niterói, Estado do Rio de Janeiro.

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, concedeu no dia 03 de novembro de 2009, a Moção de Aplausos ao Instituto de Educação Gerontológica - IEG. Essa Entidade teve origem no projeto Idosos em Movimento - Mantendo a Autonomia - IMMA e foi fundada pelo Prof. Dr. Alfredo Faria Junior e oferece de forma gratuita atividades voltadas para Idosos, desta maneira a importância dos mesmos na sociedade ativa.

sábado, 27 de novembro de 2010

Fotos da Jornada Científica

 

 
Agradecemos a todos os participantes.
A Jornada foi muito enrriquecedora e contribuiu muito para a Instituição.
Obrigado a todos os colaboradores e incentivadores desta nova parte do trabalho da Diretoria.

Apresentação da Glória mestranda da Universo.
Tema: Dança Senior

Festa e Exposição de Artesanato e Origami

DIA 10 DE DEZEMBRO ÀS 15 HORAS OCORRERÁ A FESTA DE ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES DO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO GERONTOLÓGICA E NO MESMO DIA OCORRERÁ A EXPOSIÇÃO DE ARTESANATO E ORIGAMI DOS ALUNOS DO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO GERONTOLÓGICA.

CONTAMOS COM SUA PRESENÇA!!!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Jornada Científica do Instituto de Educação Gerontológica

Inscrições prorrogadas para apresentação de trabalhos na Jornada Científica do Instituto de Educação Gerontológica 2010, até 16 de novembro.

Estão abertas as inscrições para a Jornada Científica do Instituto de Educação Gerontológica, que tem como objetivo oferecer um espaço de exposição e troca de experiências sobre as questões do idoso. O Tema deste ano é: “Envelhecimento e Adaptação: inserindo o idoso na sociedade e ampliando sua capacidade.”
O evento acontecerá no dia 20 de novembro no Instituto de Educação Gerontológica das 9h às 16h. A programação terá abertura solene da Prof. Soyane Vargas. Das 10h às 15h ocorrem apresentações dos trabalhos orais e painéis com visitação do comitê de avaliação. Após as exposições será realizada uma mesa-redonda com os profissionais da Instituição.
As inscrições ocorrem na Instituição na Rua Benjamim Constante nº 329 no bairro do Barreto na Cidade de Niterói as terças 8h às 10h e nas sextas das 8h às 11h, ou pelo email: iegimma@gmail.com enviando em anexo o comprovante de depósito da inscrição (R$ 40,00) na conta da Instituição (Banco Real, Agência 1216 e Conta Corrente 5001507-7).
O edital da Jornada Científica já está disponível no blog do instituto www.iegimma.blogspot.com, lá encontrarão todas as informações necessárias para a Jornada e como fazer as inscrições dos trabalhos científicos.

domingo, 3 de outubro de 2010

Jornada Científica do Instituto de Educação Gerontológica

Inscrições abertas para apresentação de trabalhos na Jornada Científica do Instituto de Educação Gerontológica 2010, até 30 de outubro.

Estão abertas as inscrições para a Jornada Científica do Instituto de Educação Gerontológica, que tem como objetivo oferecer um espaço de exposição e troca de experiências sobre as questões do idoso. O Tema deste ano é: “Envelhecimento e Adaptação: inserindo o idoso na sociedade e ampliando sua capacidade.”
O evento acontecerá no dia 20 de novembro no Instituto de Educação Gerontológica das 9h às 16h. A programação terá abertura solene da Prof. Soyane Vargas. Das 10h às 15h ocorrem apresentações dos trabalhos orais e painéis com visitação do comitê de avaliação. Após as exposições será realizada uma mesa-redonda com os profissionais da Instituição.
As inscrições ocorrem na Instituição na Rua Benjamim Constante nº 329 no bairro do Barreto na Cidade de Niterói as terças 8h às 10h e nas sextas das 8h às 11h, ou pelo email: iegimma@gmail.com enviando em anexo o comprovante de depósito da inscrição (R$ 40,00) na conta da Instituição (Banco Real, Agência 1216 e Conta Corrente 5001507-7).
O edital da Jornada Científica já está disponível no blog do instituto www.iegimma.blogspot.com, lá encontrarão todas as informações necessárias para a Jornada e como fazer as inscrições dos trabalhos científicos.

Festa da Primavera

Todos os enfeites da Festa foram feitos pelos alunos da Turma de Origami do Instituto.O Grupo Capoeira Brasil fez uma belíssima apresentação de Capoeira e com uma explicação da história da capoeira no Brasil.  






















sábado, 18 de setembro de 2010

Instalações Adaptadas do IEG




O Instituto de Educação Gerontológica- IMMA possui instalações totalmente adaptadas visando proporcionar maior segurança, bem como conforto para aqueles que frequentam e que realizam as atividades oferecidas pelo projeto. Contamos com rampas de acesso a todas as áreas, barras de segurança nos três banheiros, sendo um destinado especificamente aos cadeirantes, entre outras modificações, e cuidados conforme se pode verificar através das fotos.

domingo, 5 de setembro de 2010

Um pouco da história da Capoeira

GRUPO CAPOEIRA BRASIL _  que irá se apresentar na festa da primavera dia 24 de setembro_ enviou este texto
A capoeira é uma modalidade da cultura popular brasileira. Nasceu no Brasil na época da escravização dos negros a partir da miscigenação de diversas etnias africanas nas senzalas, cuja manifestação ocorreu, principalmente, em Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro. Foi uma luta dos negros contra a política escravagista daquele período e, atualmente, é uma luta contra o preconceito que paira, mesmo que veladamente, sobre os símbolos, tambores e os elementos da cultura afro-brasileira. É uma mistura de diversas nuances como: jogo, esporte, brincadeira, luta e arte, sendo um excelente instrumento que auxilia na formação integral de crianças, jovens, adultos e idosos que a praticam. Foi considerada contravenção penal de 1890 até 1941 e agora é bem imaterial dos cariocas e patrimônio cultural do Brasil de acordo com IPHAN. Possui dois estilos clássicos: regional criada por Mestre Bimba na década de 1920 e angola que tem como um de seus maiores representantes Mestre Pastinha”.

No ano de 1989, em Niterói, em comemoração aos 101 anos da abolição da escravização, foi fundado o Grupo Capoeira Brasil (GCB) pelo Mestre Paulinho Sabiá que tem como prioridade educar, divulgar e formar mestres na arte da capoeira e conhecedores das danças que fazem parte do nosso folclore. O GCB possui cerca de 30 mil adeptos e está em mais de 35 países espalhados em todos os cinco continentes, seu trabalho vem sendo desenvolvido em escolas, associações, universidades, Ongs, clubes e comunidades.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

DEFESA DOS DIREITOS DAS PESSOAS IDOSAS

O desenvolvimento da medicina permitiu o controle e o tratamento de inúmeras doenças que antes eram fatais, somando-se a isso a diminuição de nascimentos levou ao crescimento da população idosa.

Diante dessa nova perspectiva a nossa sociedade precisa estar prepara, bem como adaptada para melhor atendê-la , pois as demandas de atendimento à população idosa abrangem questões da área econômica, social, cultural, educacional e jurídica, uma vez que esse grupo ganha cada vez mais força com o crescimento do seu contingente.

Entretanto, devemos atribuir a grande contribuição dos próprios idosos quanto a pressão política para que o Congresso Nacional aprovasse a Política Nacional do Idoso (BRASIL. CONGRESSO NACIONAL Lei nº 8.842/94) e, posteriormente, o Estatuto do Idoso (BRASIL. CONGRESSO NACIONAL. Lei nº 10.741/2003).

A Lei 8.842, de 04 de janeiro de 1994, que dispõem sobre a Política Nacional do Idoso (PNI), cria co Conselho Nacional do Idoso, e pelo Decreto 1948, de 3 de Julho de 1996, regulamenta a Lei 8.842/94, tendo como objetivo assegurar os direitos sociais do idoso, para promover o desenvolvimento das condições de sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade, resguardando-lhes assim, a dignidade da vida na normalidade das relações com a comunidade. A PNI é a primeira lei especificamente voltada para os interesses dos idosos no Brasil.


Tendo em vista todas as transformações pelas quais a sociedade estava passando, ressaltamos que a PNl, foi fruto de um grande movimento de profissionais que verdadeiramente se preocupavam com as questões dos idosos.

Em Niterói, em 1999, a Câmara Municipal promulgou a Lei n. 1.750, de 02 de Outubro, que instituiu a Política Municipal do Idoso na cidade.


A Lei 10.741, de 1º de Outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso, e dá outras providências, misturam-se aspectos bem comuns do dia-a-dia da vida das pessoas idosas (filas, atendimento, etc.) e outros de caráter extremamente amplo e difíceis de controlar e/ou pôr em prática, como por exemplo os que se referem aos direitos fundamentais da pessoa idosa.

Apesar de todos os avanços no que tange a questão da defesa dos direitos dos idosos, infelizmente estes continuam a ser vítimas de manifestações explícitas de preconceitos, estereótipos, processos discriminatórios, violência e de outras violações de seus direitos, como a mídia, por exemplo, tem destacado.

No que se refere aos aspectos da legislação, voltados à garantia dos direitos dos idosos, como a implementação de políticas públicas, nos três níveis de governo, Federal, Estadual e Municipal, podemos observar que de fato as possuímos.


Porém o que se deve ressaltar é que tudo isso perpassa por uma complexa temática em nossa sociedade, denominada “EDUCAÇÃO”. Para que esses direitos sejam realmente concedidos através da ordem moral e não mais jurídica.


REFERÊNCIA:

BRASIL. CONGRESSO NACIONAL. Lei n.º 8.842 de 4 de janeiro de 1994, que dispõe sobre a Política Nacional do Idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.

BRASIL. CÂMARA MUNICIPAL DE NITERÓI. Lei nº 1.750/99. Institui a Política Municipal do Idoso. Disponível em: http://www.phb.gov.br/leisdeidosos/rio_de_janeiro/niteroi/niteroi-lei.htm> Acesso em : 14 nov. 2009.

BRASIL. CONGRESSO NACIONAL. Lei n.º 10.741 de 1º de outubro de 2003 que dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências.
 
Autora: Ana Luísa de Almeida Santos _ advogada

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Festa Da Primavera

Venham participar da: Festa da Primavera.

 
Acontecerá dia 24 de setembro às 15 horas no IEG.

 
Aguardamos todos lá.

Envelhecer é não se adaptar

Não podemos ignorar que o progressivo envelhecimento da população é um dos maiores problemas do mundo contemporâneo. Tal fenômeno pode ser atribuído ao baixo índice de natalidade, especialmente nos países desenvolvidos e ao aumento da expectativa de vida, ocasionada principalmente pelos avanços no campo da alimentação, saneamento básico, prevenção primária e medicina em geral. Se por um lado tal situação se mostra positiva, por outro traz conseqüências não só no âmbito dos sistemas previdenciários e de saúde em geral, mas também no campo social, familiar e pessoal. Para enfrentarmos tais problemas se faz necessário estudar o processo de envelhecimento em todas as suas dimensões. O objetivo deste breve ensaio não é provocar uma reflexão acerca do envelhecimento humano, enfatizando especialmente a limitação de algumas concepções correntes acerca do processo de envelhecimento.

Não podemos negligenciar que avanços em relação ao problema do envelhecimento têm ocorrido nos campos da medicina, da psicologia, da antropologia e da sociologia. Mas, o que mais nos tem chamado a atenção é a quantidade de teorias e práticas que procuram ou pelo menos prometem ‘retardar o envelhecimento’. O mais interessante é que tais teorias, além de serem extremamente controversas, trazem no seu bojo a concepção de que envelhecer é algo ruim; algo que necessariamente traz conseqüências catastróficas para o ser humano. Até parece que estamos perdendo o direito de envelhecer! Tal ideologia que praticamente coloca o termo ‘envelhecimento’ como sinônimo de doença, de sofrimento é reforçada pelos meios de comunicação. Analisem o estereótipo do idoso apresentado em novelas e programas humorísticos. Normalmente eles retratam os idosos como indivíduos desamparados e, que não raramente são vítimas de abusos, ou como “velhos gagás”, figuras emblemáticas e não raras vezes engraçadas, principalmente em função da perda de memória.

Quando retratados de forma positiva, enfatiza-se a idéia de sabedoria, identificada como experiência, como ‘memória viva’. Comum às duas concepções está uma que para nós é a mais funesta de todas: a de que o idoso não consegue adaptar-se a novas situações. Além disso, partindo das imagens estereotipadas, o envelhecimento saudável seria identificado como a ausência de doença e com a manutenção de uma ‘memória’, ao passo que o envelhecimento patológico seria a situação oposta. Para superarmos tais concepções, temos que primeiramente conceber que o envelhecimento é, em primeiro lugar, um processo natural, que envolve aspectos pessoais, sociais e biológicos. Do ponto de vista biológico, podemos dizer que é um processo caracterizado por mudanças somáticas e psíquicas que aparecem inexoravelmente com o passar do tempo e que afeta não só o indivíduo que envelhece, mas todos que o cercam. Em segundo lugar o processo de envelhecimento não é um fenômeno invariável, ou seja, nem todas as pessoas envelhecem da mesma maneira e, mesmo em um mesmo indivíduo os diferentes sistemas (circulatório, respiratório, nervoso, etc.) não envelhecem na mesma intensidade. Mesmo dentro de um mesmo sistema tal variação ocorre. Por exemplo, o processo de envelhecimento não afeta todas as partes do cérebro com a mesma intensidade. Mesmo em uma mesma região, diferentes tipos de células podem apresentar diferenças. Em terceiro lugar, envelhecimento não é sinônimo de doença. Não é verdade que ficamos doentes em todas as fases da vida e, que talvez uma das mais críticas seja a primeira infância?


Por fim, envelhecimento também não é sinônimo de deterioração intelectual e, consequentemente de perda de memória. Não é verdade que encontramos indivíduos com 80 anos de idade ou mais em plena atividade intelectual e, com excelente memória, inclusive para fatos recentes? Em relação à memória, podemos dizer que a sua perda ou falha pode decorrer de diversos fatores, entre os quais podemos citar o stress, a depressão, efeito de medicação e, também em decorrência de patologias degenerativas do sistema nervoso central, mais conhecidas como demências, como por exemplo, a demência de Alzheimer, demência de Corpus de Lewy, demência vascular, demência de Parkinson, demência fronto-temporal, etc. Cabe salientar que as demências podem ser causadas por cerca de 70 tipos de doenças diversas, ocorrendo primariamente em fases mais tardias da vida, com prevalência de 1% aos 60 anos, dobrando a cada cinco anos até atingir 30% a 40% aos 85 anos e que a perda de memória não é o único indicativo de quadro demencial. O comprometimento envolve, além da memória, outras áreas cognitivas (linguagem, orientação, habilidades construtivas, pensamento abstrato, resolução de problemas e praxias) e deve ser severo o suficiente para interferir no desempenho profissional ou social ou ambos, ou seja, deve causar prejuízo funcional. Mas, tais quadros, como já vimos são decorrentes do envelhecimento patológico. Não podem ser tomados como regra.


O que deve ser tomado como regra é o fato de que o envelhecimento, patológico ou não, pressupõe mudanças. Tais mudanças, não necessariamente negativas, ocorrem tanto em termos de estrutura como em termos de função. Aliás, tais mudanças ocorrem durante toda a vida e envolvem todas as dimensões do ser humano, ou seja, envolve o organismo como um todo. No que se refere aos estados patológicos é fundamental considerar que estes não devem ser concebidos como um transtorno restrito a uma função localizada em partes isoladas do organismo. Tais estados, como por exemplo, as patologias degenerativas do sistema nervoso, envolvem o organismo como um todo e tem um impacto direto na personalidade do indivíduo; indivíduo este inserido em um contexto e que procura adaptar-se à nova situação. Esse processo de adaptação é acompanhado, sem dúvida alguma de forte conteúdo emocional, o qual de maneira nenhuma deve ser ignorado. O termo ‘adaptação’ se mostra aqui essencial.

Acreditamos que o principal sintoma do envelhecimento patológico é a impossibilidade do indivíduo em adaptar-se, não só a sobrecargas do ambiente, mas também às novas situações da vida. Ora, sabemos que da não adaptação do organismo segue a sua extinção. Por isso, o ambiente enriquecido é essencial para a manutenção da saúde em geral. Nesse sentido, podemos afirmar que a melhor terapia é além de nos mantermos ativos, continuarmos permeáveis às mudanças. Tal permeabilidade é que garante a plasticidade neural e mental nas diversas etapas do desenvolvimento humano. Se considerarmos isso, podemos explicar, por exemplo, o fato de existirem indivíduos cronologicamente jovens, mas patologicamente velhos e vice-versa. Essas considerações devem ser levadas em conta quando pensamos em processos terapêuticos, principalmente para superarmos a idéia; aliás, contrária às evidências experimentais com modelos animais e humanos, de que o idoso, quando submetido a novas situações fica sujeito a stress e depressão.


Quadros de stress e depressão podem ser decorrentes, além do estado patológico em si, também quando o processo terapêutico, além de considerar a patologia como uma falta ou falha em relação ao ‘normal’, trata o distúrbio como algo restrito, sem considerar o organismo como um todo, inserido em um contexto. Quando isso acontece, a terapia seja ela de qual tipo for, se restringir a uma simples estimulação pontual, descontextualizada, que visa à ‘restituição de um estado normal’, que pode levar àquilo que Kurt Goldstein, denominou de “comportamento catastrófico”, ou seja, a uma situação na qual o indivíduo literalmente desmorona emocionalmente. É nesse sentido que as terapias devem objetivar a adaptação do idoso ao seu meio. Entretanto, tal processo da adaptação não pode levar em consideração apenas aspectos neurobiológicos. Deve-se levar em conta, como vimos, o ser humano como um todo, ou seja, considerar aspectos sociais, histórios, religiosos e psicológicos. Só assim poderemos chegar próximos a um processo terapêutico mais efetivo.

Autor: Edvaldo Soares

A Questão do Envelhecimento para quem está Envelhecendo

“ Felizmente, essa realidade opressiva sobre os velhos está mudando para melhor. O aumento espetacular do percentual de idosos em praticamente em todo o mundo e a organização da Terceira Idade em grupos de pressão, na forma de Conselhos Municipais e Estaduais de idosos, parece ser um começo promissor rumo a uma mudança de mentalidade, Há a perspectiva de que os “modelos” de novas formas de envelhecer se multipliquem obrigando a sociedade a rever suas representações de velhice e de envelhecimento” (José Carlos Ferrigno)

Nossa aparência física pode influir imensamente sobre a maneira como nos sentimos a respeito de nós mesmos. Ela está constantemente mudando e vamos nos tornando cada vez mais velhos. As mudanças na aparência dos últimos anos podem se converter numa fonte de frustração para algumas pessoas se elas as associarem a uma perda de atração, perda de possibilidades.

Muitas mudanças físicas que ocorrem com a idade afetam a aparência. Ganho de gordura generalizado, perda dos músculos, perda da estatura, má postura, pele seca, renovação mais lenta das células lubrificantes, pele pálida devido à perda de pigmentos da pele, manchas na pele muito expostas ao sol, os vasos sanguíneos se tornam mais evidentes devido ao afinamento da pele e outras no sistema psicológico e funcional.

Especialistas do envelhecimento se preocupam em recuperar a capacidade funcional orgânica para assim, melhorar os hábitos diários, a qualidade de vida e adquirir o bem-estar. A perda de capacidade resulta na diminuição do bem-estar do geronte.

A idade avançada não indica o fim da vida de uma pessoa. Apenas a intensidade nas atividades do dia-a-dia é que diminuem. Porém os sabores da vida passam a ser melhor degustados.

O período de transição entre a vida ativa e a aposentadoria, quando não planejada, poderá trazer ao geronte o sentimento de perda, se planejada, um momento de nova conquista. Mas como saber a hora de planejar? Sempre é hora de planejar! Todos estamos cada dia mais velhos. A conquista ou a perda dependerá do perfil do geronte, dos planos para o futuro, dos programas para a terceira idade que ele fizer parte e da sociedade que lhe propiciar melhor nível de qualidade cultural, profissional, de saúde e de socialização.

O estresse compromete o bem-estar do envelhecente. Um estresse pode geralmente provocar problemas físicos tais como tensões, dores de cabeça ou ataques cardíacos. A primeira coisa que o geronte deve fazer é identificar os eventos em sua vida que o conduzam à sensação de estresse e gradativamente substituindo por eventos de prazerosidade.

É certo que não se pode evitar o envelhecimento. No entanto, podemos exercer influência sobre a maneira de como envelhecer, contribuindo para um significativo bem estar com qualidade de capacitação em nossas atividades/movimentos e relacionamento social.

Envelhecer não significa necessariamente redução de capacidade e diminuição de atividades. Envelhecer pode significar enriquecimento espiritual e uma vida aprazível, a partir do momento que a Educação Física Gerontológica se disponibilizar em prol das pessoas que envelhecem, contribuindo para a aceitação de todos que, estão passando pela vida e construindo uma história. E não simplesmente, deixando a vida passar...

Autora: Erica Verderi
Site: http://www.riototal.com.br/feliz-idade/psicologia11.htm

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Origami

"A pratica do ORIGAMI favorece a concentração, destreza manual e a paciência; além da satisfação pessoal de poder criar formas, apenas com um pedaço de papel".

ORIGAMI é, de forma simples, a arte de dobrar papel. Teve origem na China, talvez desde a época da invenção do papel e, levada para o Japão e transmitida de geração em geração entre os japoneses, desenvolveu-se de forma cativante. O nome de origem ORIKAMI significa dobrar papel: ORI (dobrar)
KAMI (papel).

Hoje, está muito longe de ser uma arte exclusiva ou principalmente japonesa, pois há adeptos no mundo
inteiro.

Além da beleza do trabalho, que gratifica quem faz e quem vê, transformar uma simples folha de papel
numa flor, animal, balão, barco ou qualquer outro ob jeto é um momento mágico do ORIGAMI.

Uma das formas mais conhecidas do ORIGAMI é o TSURU (garça ou grou), ocupando um lugar privilegiado, pois simboliza principalmente a PAZ além de simbolizar também saúde, longevidade, alegria...

Até hoje, fazer mil TSURUS em ORIGAMI, significa sempre um desejo a ser realizado. Quando uma pessoa está doente oferece-se mil TSURUS para que ele se restabeleça o quanto antes. Ao dobrar cada figura, o grupo de pessoas que se uniram para dobrá-las deposita nelas toda fé e esperança na recuperação do doente,  pois para confecção destas mil aves é preciso que exista fé, união e esforço de muitas pessoas, formando-se assim uma corrente de pensamento positivo.

Fonte: Planeta Zen
Colaboração: Gerusa Fernandes R. da Silva (professora de origami do IEG)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Aids atinge idosos

Estudos realizados nos últimos anos identificaram dois grupos dentro da faixa etária idosa contaminada pelo HIV/aids: a) aqueles que estão envelhecendo com aids contraída há mais tempo, devido à melhoria das terapêuticas anti-HIV que prolongam a sobrevida dos pacientes soropositivos; e b) aquele formado por pessoas que contraíram o vírus já com mais de 60 anos.

No começo da epidemia, as pessoas muitas vezes não viviam mais do que dois anos após desenvolver a doença. Ao estudar o modo como o vírus ataca as células imunológicas, os cientistas desenvolveram drogas que impedem que o vírus se multiplique. Usadas em combinações conhecidas como “coquetel”, essas drogas têm ajudado os portadores do HIV a viverem mais.

Diante dos avanços na terapia anti-HIV, é possível reconhecermos o aumento do número de pessoas que contraíram o vírus há mais de 15 anos e que estão envelhecendo com a doença. Apesar disso, ainda não existem estudos que tratam do processo de envelhecimento das pessoas que convivem com o HIV/aids.

Até meados dos anos 80, quando os métodos para seleção de doadores e controle de sangue não eram tão rigorosos, a transfusão sangüínea representava o principal fator de risco para aquisição do vírus HIV nesta faixa etária, chegando a ser apontada como responsável pela maioria das contaminações ocorridas em pessoas com 60 anos e mais. Atualmente, observamos que a maioria dos casos de aids nos pacientes nesta faixa etária pode ser atribuída ao contato sexual ou ao uso de drogas injetáveis.

Pesquisas na área médica atribuíram o aumento da incidência de HIV/aids entre os idosos aos tratamentos hormonais, às próteses e aos medicamentos como o Viagra, que estão ampliando a vida sexual da população idosa. Aliado a isso, existe uma grande falta de informações sobre a doença, preconceitos contra o uso de preservativos e ausência de ações preventivas voltadas para a terceira idade.

O uso de preservativos, por exemplo, é muito problemático: como as mulheres estão no período pós-menopausa e sem risco de engravidarem, acreditam que não precisam de proteção. Há, também, o preconceito quanto ao uso de preservativos pelos homens mais velhos.

No estudo[1] realizado com pacientes idosos portadores do HIV no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, observou-se um fato complicador para o tratamento da doença nesta faixa etária: a demora no diagnóstico. Na maioria dos casos, a doença foi confundida com outras, devido aos preconceitos dos médicos que não solicitaram testes laboratoriais para sorologia de HIV.

A infecção pelo HIV é freqüentemente diagnosticada no idoso apenas depois de uma investigação extensa e por exclusão de outras doenças, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento.

Todos os entrevistados foram contaminados pelo HIV através de contatos sexuais desprotegidos e descobriram ser portadores do vírus HIV somente quando tiveram alguma infecção sem causa definida e, após uma série de investigações diagnósticas e exclusões de algumas doenças.

Isso mostra como a aids aparece como uma doença distante da realidade e da vida de pessoas idosas. O próprio idoso se vê como uma pessoa afastada da exposição ao vírus; como pertencente a um grupo inatingível pela infecção pelo HIV.

Neste estudo, discutimos com idosos contaminados pelo HIV sobre como suas experiências podem contribuir com as medidas preventivas em torno da aids, já que até o presente momento, pouco ou quase nada se tem feito em relação aos idosos, no sentido de frear um possível avanço da epidemia da aids neste grupo etário. Também procuramos levantar dados para que profissionais de saúde observem mais atentamente os sintomas que podem sugerir o diagnóstico de aids, buscando evitar uma possível expansão da doença entre pessoas idosas.

A associação da aids com a homossexualidade e a bissexualidade surgiu a partir da notificação dos primeiros casos, que foram identificados como homossexuais masculinos, jovens e de classe média alta. Este estereótipo foi amplamente divulgado e incorporado no início da epidemia e continua presente no imaginário da população. Além disso, outras imagens tomaram corpo na imaginação popular: a das prostitutas, travestis e usuários de drogas.

(...) Isto explica porque a população vem percebendo a doença através de representações negativas sobre os grupos mais atingidos inicialmente. A aids passa a ser representada, desta forma, como a doença do outro. (Paulilo, 1999: 48)

Paulilo (1999), discutindo a aids como um “constructo” social, afirmou que:

     A suposta seletividade da doença para com um determinado grupo ou um determinado modo de vida criou uma primeira representação para o fenômeno: na homossexualidade poderia estar a sua origem o que  tornaria os homossexuais uma população considerada, na terminologia epidemiológica “de risco”. O uso da expressão “grupo de risco”, embora comum no âmbito da epidemiologia, marcaria de forma indelével a construção social e histórica da aids.

Nos discursos dos interlocutores, a contaminação pelo HIV aparece como algo “fora do lugar”, pois como muito se divulgou e ainda hoje é divulgado nas propagandas e campanhas contra a aids, a doença atinge somente pessoas jovens, que variam freqüentemente de parceiros e com uma vida sexual pouco convencional.

Quando falamos em aids, a primeira imagem que surge da doença é sua associação com a noção de grupo de risco e de morte. Assim, a aids aparece como uma “doença do outro” ou como algo distante das pessoas “ditas normais’ e, reservada apenas a determinados segmentos da população.

É interessante destacar que nos recentes estudos sobre aids entre idosos, um dado sempre presente é de que os próprios se consideram um grupo imune ao vírus, já que desde o início da epidemia, nos anos oitenta, as imagens atreladas à doença, eram ligadas apenas aos grupos inicialmente mais vulneráveis, como os homossexuais, usuários de drogas injetáveis, jovens heterossexuais e os profissionais do sexo e, mais recentemente adolescentes e mulheres casadas. Pouco ou quase nada se fala a respeito de uma possível disseminação da epidemia entre pessoas mais velhas.

O estigma que nasceu junto com a doença e a acompanha é um dos principais fatores que dificultam a prevenção da doença em determinados grupos da população. A principal dificuldade é garantir que as discussões em torno da doença estejam presentes no cotidiano da população, procurando atingir os grupos até então considerados pouco vulneráveis à epidemia, como os idosos.

Referências bibliogáficas
PAULILO, M.A.S. AIDS: Os sentidos do risco. São Paulo: Veras, 1999.

Autora: Nadjane Bezerra do Amaral Prilip
retirada do site: http://www.portaldoenvelhecimento.net/pforum/aids2

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Tuberculose

É uma doença contagiosa causada pelo Bacilo de Koch, que ataca principalmente os pulmões e outras partes do corpo como rins, olhos e ossos.
A Tuberculose é uma das doenças infecciosas que mas mata. Atualmente no Brasil ocorrem cerca de 90 mil casos por ano.

Como se transmite?

É transmitida de uma pessoa doente para outra sadia, pelo ar que respiramos, através da tosse, espirro, fala.

Quem adoece?

Todos estamos sob o risco de adoecer, mas ele é maior em pessoas que convivem com doentes de Tuberculose Pulmonar em lugares fechados e aquelas em condições de alimentação, habitação e saúde precárias e portadores de doenças como diabetes, Aids e alcoolismo.

Principais sintomas:

Tosse com escarro por quatro semanas ou mais, às vezes com sangue;
Perda de apetite;
Emagrecimento;
Cansaço fácil;
Dor no peito e nas costas
Febre baixa,geralmente à tarde.

Qual o tratamento?

O tratamento é de graça, dura 6 meses e é realizado em qualquer Centro de Saúde, e pode ser feito em casa. A internação no Hospital é necessária em poucos casos.

Para curar o que deve fazer o paciente?

O doente tem que comparecer regularmente ao médico, tomar os remédios na hora certa, principalmente NÃO INTERROMPER O TRATAMENTO. Caso contrário a doença pode voltar muito pior, sendo difícil sua cura.

Tuberculose e idosos:

A Tuberculose no idoso é mais comumente localizada nos pulmões, porém sua apresentação radiológica pode ser atípica. No idoso freqüentemente tem o seu diagnóstico retardado pela dificuldade de reconhecimento do quadro clínico, que muitas vezes é confundido com as alterações próprias do envelhecimento ou não é referido de forma adequada pelo paciente, situação agravada pela falta de profissionais capacitados para o atendimento aos idosos.
A população geriátrica está mais predisposta ao desenvolvimento da tuberculose, tanto a partir da reativação endógena (mais freqüente e que constitui num “foco” de manutenção da doença na comunidade), quanto da reinfecção exógena.

Por ter sua transmissão preferencial ligada à via aérea, a doença encontra no idoso um sistema respiratório senescente, com redução de seus mecanismos de defesa, o que aumenta ainda mais o risco de infecção e de adoecimento a partir de reativação de focos latentes.

Esta maior suscetibilidade à doença pode ser explicada pela depressão das defesas orgânicas na idade avançada, incluindo as alterações na função imune e na função pulmonar. Além disso, as inúmeras condições imunossupressoras associadas tais como diabetes, insuficiência hepática, insuficiência renal, desnutrição e terapia prolongada com corticosteróides também podem contribuir de forma decisiva no desenvolvimento da lesão tuberculosa.

Os idosos constituem um grupo populacional de risco para tuberculose e, portanto, merecem abordagem especial dos programas de controle da doença, que devem levar em consideração as peculiaridades desta faixa etária.

A TUBERCULOSE TEM CURA EM 98% DOS CASOS.

É SÓ INICIAR O TRATAMENTO ASSIM QUE SURGIREM OS PRIMEIROS SINTOMAS.

domingo, 15 de agosto de 2010

Festa Julina_30/07/2010

Festa Julina,uma tradição do IEG que acontece todos os anos. Os idosos organizam a festa, criam as prendas (feitas nas suas atividades de artesanato, macramê e origami) e trazem as comidas (geralmente feita por eles). Esta festa têm como objetivo a confraternização, socialização, união do grupo, criação de laços sociais e afetividade.
         

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Identidade Pessoal

Quando um estigma é imediatamente perceptível, surge a questão de se saber até que ponto ele interfere o fluxo da interação social de um indivíduo.
Na velhice o sujeito deveria buscar fortalecer sua identidade pessoal para enfrentar conceitos padronizados socialmente sobre o processo de envelhecimento. A identidade pessoal é uma junção da história de vida do indivíduo e suas percepções subjetivas que criaram sua personalidade e o faz se diferenciar dos outros.
O processo de envelhecimento pode ser visto de várias maneiras, mas ressaltemos dois deles: o processo de perda e o processo de amadurecimento. Ao longo de nossa trajetória temos que abrir mão de várias coisas para podermos nos desenvolver. Na infância perdemos a atenção absoluta materna, na adolescência perdemos o corpo infantil e as fantasias pueris, e na velhice perdemos o corpo, o vigor físico e a imagem de que nosso corpo e mente superam nossas expectativas impossíveis.
Outra possibilidade de se ver a velhice é o processo natural que temos com a vida e com as pessoas que nos faz adquirir experiência, este processo é a maturidade. A maturidade nos auxilia a observar a vida de forma realista e entender que o curso de amadurecimento é um processo contínuo de despojamento e de adaptação às inevitáveis mudanças que o tempo nos impõe.
A sociedade com o imperativo da juventude coloca a velhice como uma etapa limitante e que se está mais perto da morte do que da vida. Mas se observarmos que perdas são necessárias para passarmos a outra fase da vida saímos de uma condição limitada para uma liberdade digna e criativa, onde abandonamos a morte e nos lançamos a vida.
Não a uma vida alienada que esquecemos que já perdemos entes queridos, que a nossa saúde não é mais a mesma, o nosso corpo não suporta a carga de antes, nos aposentamos e a nossa força está reduzida. Mas a uma vida que pode seguir com qualidade e dignidade mesmo com todos os interditos que a idade nos coloca. Que a vida segue mesmo com todas as dificuldades porque sua identidade pessoal está preservada e fortificada.
Autora: Luana de M. Fernandes_psicóloga